Published On: seg, maio 15th, 2017

Cabo da PM que pediu grampos atuou no Gaeco e está lotado na Casa Militar

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Policial foi transferido do Gaeco para a Casa Militar em junho de 2016. Procuradoria Geral da República investiga esquema de espionagem.

O cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira Correa Junior, de 32 anos, que fez à Justiça os pedidos de autorização para interceptação de números de telefones de políticos, advogados e jornalistas de Mato Grosso, atualmente está lotado na Casa Militar de Mato Grosso, como integrante do Comitê Estadual de Acompanhamento de Conflitos Fundiários do Estado. Ele foi transferido do Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Estado, para a pasta em junho de 2016. O G1 ligou para Gerson Junior, mas ele não atendeu.

A Casa Militar funciona dentro do Palácio Paiaguás, onde fica o gabinete do governador do estado, Pedro Taques (PSDB). O atual titular da pasta estadual é o coronel da PM Evandro Alexandre Ferraz Lesco, que foi diretor de Inteligência e Operações do Gaeco no mesmo período em que Gerson foi cedido ao grupo de investigação.

No Gaeco, ele era um dos responsáveis pelas interceptações telefônicas. Entre os investigados pelo grupo, que teria a participação de Gerson Junior, está o ex-deputado estadual José Geraldo Riva, pai da deputada estadual Janaína Riva (PMDB), uma das que foram grampeadas com autorização judicial depois do pedido do cabo da PM. Ela faz oposição ao atual governo.

O MPE não informou ao G1 quanto tempo o policial ficou cedido ao Gaeco. Em junho de 2016, Gerson Junior foi transferido do Gaeco para a Casa Militar para trabalhar como agente de proteção de dignatários, como DGA-10. Em janeiro de 2017 ele foi exonerado desse cargo e nomeado assessor técnico III da Casa Militar, já como DGA-6.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apura se o governador Pedro Taques tinha conhecimento do crime. Também é apurado de quem partiu as ordens para os grampos, que teriam sido feitos entre outubro de 2014 e agosto de 2015.

Mesmo sem qualquer indício de participação, os números de políticos, advogados, médicos e jornalistas foram incluídos numa investigação conduzida pelo Núcleo de Inteligência da PM sobre policiais militares que estariam envolvidos com tráfico de drogas.

Dos pedidos feitos à Justiça para permitir as interceptações telefônicas, consta que Gerson Junior era do Núcleo de Inteligência da PM.

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